top of page

Congresso derruba veto da PL da Dosimetria e corrige distorções no sistema penal

A derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria (PL 2.162/2023) pelo Congresso Nacional marca um novo capítulo no debate sobre justiça e aplicação das penas no Brasil.


Com 318 votos na Câmara dos Deputados e 49 no Senado Federal, a decisão foi clara: existe a necessidade de corrigir distorções no sistema penal sem comprometer o combate ao crime. O tema ganhou força especialmente por envolver condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro, o que trouxe novamente à discussão a importância da proporcionalidade e do equilíbrio na punição.


O que está em jogo na dosimetria da pena


A dosimetria é o mecanismo utilizado para definir o tempo de condenação de um réu. Quando aplicada de forma desproporcional, pode gerar penalizações que ultrapassam o que seria considerado justo dentro da lei.


É justamente esse ponto que a proposta busca ajustar. A medida permite revisões em casos específicos, com foco na correção de excessos, sem alterar a base estrutural do sistema penal.


Crimes graves não foram afetados


Um dos principais pontos que sustentaram a derrubada do veto, e que também é reforçado pelo Delegado Palumbo, é que não há qualquer flexibilização para crimes graves.


Permanecem com tratamento rigoroso:

  • Crimes hediondos

  • Feminicídio 

  • Organização criminosa 

  • Milícia privada


Isso significa que a proposta não abre margem para impunidade nem reduz a resposta do Estado contra quem representa risco real à sociedade.


A posição do Delegado Palumbo segue uma linha coerente com sua atuação na segurança pública: corrigir injustiças sem enfraquecer a lei.


Ao comentar a decisão, ele destacou a importância de garantir ampla defesa e justiça em casos onde houve desproporcionalidade nas penas, especialmente no contexto dos atos de 8 de janeiro. Ao mesmo tempo, reforçou que não há qualquer tolerância com crimes graves, que continuam sujeitos às punições mais rígidas previstas na legislação.


Essa visão parte de um princípio central: um sistema penal eficiente precisa ser firme, mas também justo.


Justiça e segurança não são opostos


O debate em torno do PL da Dosimetria evidencia uma tensão recorrente no país: como equilibrar rigor penal e garantias legais.


Na prática, a proposta aprovada pelo Congresso busca exatamente esse ponto de equilíbrio. Para o Delegado Palumbo, não se trata de escolher entre punir ou garantir direitos, mas de assegurar que a punição seja aplicada na medida correta.

Excessos não fortalecem a justiça. Assim como a impunidade também não.


O impacto da decisão


Com a derrubada do veto, a tendência é que haja revisão de penas consideradas desproporcionais, novos debates no Judiciário sobre a aplicação da dosimetria e um reforço do papel do Congresso na condução de temas sensíveis.

Mais do que uma mudança técnica, a medida reacende uma discussão ampla sobre o funcionamento do sistema penal brasileiro.


Conclusão


A retomada do PL da Dosimetria pelo Congresso sinaliza uma tentativa de ajuste fino na aplicação das penas no Brasil.


Na leitura defendida pelo Delegado Palumbo, o caminho passa por um princípio simples: nem excesso, nem impunidade.


Um sistema penal forte é aquele que pune com rigor quem deve ser punido e, ao mesmo tempo, corrige distorções quando elas acontecem.


Deputado Federal Delegado Palumbo

Comentários


bottom of page