Feminicídio: por que o Brasil precisa endurecer o combate à violência contra a mulher
- Felipe Lima

- 1 de abr.
- 2 min de leitura
Atualizado: há 6 dias
A cada novo caso de feminicídio, o Brasil é confrontado com uma realidade dura: a violência contra a mulher continua fazendo vítimas em todo o país. Não se trata apenas de estatísticas. Por trás de cada número existe uma vida interrompida, uma família destruída e uma tragédia que, em muitos casos, poderia ter sido evitada. O feminicídio é a forma mais extrema da violência contra mulher.
Na maioria das vezes, ele não acontece de maneira repentina. Antes do crime, há um histórico de ameaças, agressões e episódios de violência que vão se acumulando ao longo do tempo. Muitas mulheres chegam a procurar ajuda, registram ocorrências ou relatam as agressões que sofrem. Ainda assim, o desfecho acaba sendo fatal.
Em São Paulo, o assassinato de Taynara Souza Santos gerou indignação em todo o país. A jovem foi atropelada e arrastada por mais de um quilômetro pelo ex-companheiro após uma discussão. O crime, marcado pela brutalidade, expôs mais uma vez a escalada de violência que muitas mulheres enfrentam antes de perder a própria vida.
Casos como esse mostram que o feminicídio raramente é um episódio isolado. Na maioria das vezes ele é o resultado de uma escalada de violência que poderia ter sido interrompida antes. Os números deixam isso ainda mais evidente. Em 2025, o Brasil registrou o maior número de feminicídios da última década. Foram mais de 1.500 mulheres assassinadas, o equivalente a quase quatro vítimas por dia.
No Congresso Nacional, o deputado federal Delegado Palumbo tem defendido mudanças na legislação para endurecer o combate ao feminicídio e à violência doméstica. Entre as propostas está o Projeto de Lei 808/2026, que busca fortalecer os mecanismos de proteção às mulheres e tornar mais rigorosas as punições para crimes cometidos em contexto de violência doméstica. A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas voltadas a garantir que crimes dessa gravidade recebam punições proporcionais à sua brutalidade e que o Estado tenha instrumentos mais eficazes para proteger as vítimas.
Cada caso de feminicídio deixa marcas profundas. Famílias são destruídas, filhos crescem sem a mãe e pais precisam enterrar suas filhas. Por trás de cada estatística existe uma história interrompida pela violência.
Combater essa realidade exige leis firmes, aplicação rigorosa da lei e uma rede de proteção que funcione de verdade.
Violência contra a mulher não pode ser relativizada. O Estado precisa agir antes que a agressão vire tragédia, porque proteger a vítima deve ser sempre a prioridade.
Acompanhe meu trabalho e os projetos que defendem mais segurança para as mulheres brasileiras: www.delegadopalumbo.com.br

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