Com frota reduzida no transporte público de São Paulo, trabalhadores temem pela saúde

Aglomeração em ônibus, metrôs e trens coloca em risco a vida de quem precisa sair de casa


O transporte público de são Paulo assim como a saúde, está à beira de um colapso. Quem precisa sair de casa para trabalhar corre risco de contrair o novo coronavírus em meio a aglomeração.

Sempre superlotados e com pouca ventilação, os transportes coletivos são locais de alto risco para a transmissão do vírus da covid-19. Mas, o assunto têm ficado ausente das análises do governo de João Doria (PSDB) .

Trabalhador que não tem outra saída, enfrenta o medo e a aglomeração. É o caso da diarista Leila da Silva de 53 anos que mora no Jardim Elisa Maria,zona norte de São Paulo. “Todos os dias existe a superlotação nos ônibus, não tem como manter o distanciamento social, é impossível”, relata a trabalhadora.

Vendo de perto e registrando a realidade de quem precisa do transporte público, o Vereador Delegado Palumbo (MDB) protocolou, no dia 18 de março de 2021, três solicitações para que o Prefeito, Secretário de transportes e o Governador, disponibilizem com urgência 100% das frotas de ônibus, trens e metrôs da cidade de São Paulo.

“A função do vereador é fiscalizar o executivo, cuidar da cidade e zelar pelo bem-estar do cidadão. Não se pode fechar os olhos para esse problema gravíssimo. Estou cobrando nas ruas e dentro do gabinete. O povo precisa de condições seguras para trabalhar”, defende Palumbo.

Segundo dados da Secretaria de Mobilidade e Transportes, a cidade possui cerca de 13 mil veículos cadastrados. Porém, a pasta afirma em nota, que atua com 88,25% da frota na fase emergencial.

Uma média feita pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), circulam pela cidade 6 milhões de veículos e 1,9 milhões de pessoas nos cerca de 11,308 ônibus municipais. Os números foram analisados através dos boletins de trânsito da Companhia de dezembro de 2020 até março deste ano.

“Com 100% da frota o trabalhador se sente mais seguro, a aglomeração não existirá e a chance da pessoa contrair o vírus vai diminuir muito nos transportes públicos”, pontua o Vereador eleito com mais de 100 mil votos na capital paulista.