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A Importância da Segurança Pública e o Fim da "Saidinha"

Atualizado: 7 de abr.

O Problema da "Saidinha"


A cada feriado prolongado no Brasil, uma pergunta volta a preocupar milhões de famílias: quantos criminosos voltarão às ruas por causa da chamada “saidinha”?


Criada com o argumento de ajudar na ressocialização, a saída temporária permite que presos do regime semiaberto deixem as penitenciárias em datas como Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais e Natal. O problema é que, na prática, o benefício vem sendo acompanhado de críticas cada vez maiores. Falta fiscalização, muitos detentos não retornam ao presídio e, em alguns casos, voltam a cometer crimes. Quando isso acontece, a sensação é clara para a população: a impunidade gera reincidência.


Casos Reais e Impactantes


Um caso recente no interior de São Paulo escancarou esse problema. Durante a saidinha, uma detenta de 38 anos deixou o presídio de Tremembé e, junto com a namorada, assassinou o próprio pai, um idoso de 85 anos, dentro da casa da vítima, na cidade de Guzolândia. A investigação revelou ainda que ela havia escrito uma carta na prisão chamando o pai de “melhor pai do mundo” e dizendo que queria “abraçá-lo novamente” quando saísse da cadeia. O reencontro acabou em um crime brutal, com dezenas de facadas.


Diante de situações como essa, o debate sobre o fim da saidinha ganhou força no Congresso Nacional. No dia 28 de maio de 2024, o deputado federal Delegado Palumbo votou a favor do projeto que acaba com o benefício. A proposta chegou a ser vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o veto acabou derrubado pelo Congresso, com apoio da Câmara dos Deputados. Para muitos parlamentares, a decisão foi uma resposta ao que a sociedade vem cobrando há anos: mais segurança. Afinal, segurança pública não pode ser tratada como experimento social.


A Legislação e Seus Limites


Mesmo com a mudança na lei, é importante esclarecer um ponto simples: a legislação não pode retroagir para prejudicar quem já tinha direito ao benefício. Em outras palavras, alguns presos ainda poderão sair nas datas comemorativas porque já tinham esse direito antes da mudança. Isso não significa que o modelo funciona. Significa apenas que existe um limite legal para a aplicação da nova regra.


Mas a pergunta continua no ar: por que o sistema parece funcionar tão bem quando se trata de garantir benefícios a criminosos, mas falha quando precisa proteger quem foi vítima da violência? A realidade é dura. Enquanto presos recebem oportunidades de deixar o sistema prisional temporariamente, muitas famílias seguem sem apoio, sem respostas e sem segurança. Benefício para criminoso é abandono para a vítima.


A Dor das Vítimas


E há uma dor que muitas vezes fica fora do debate público: a dor de quem perdeu alguém para o crime. Para essas famílias, não existe segunda chance. A mãe que perdeu um filho para a violência não tem “saidinha” para visitá-lo no cemitério. Enquanto isso, quem tirou uma vida pode ter o direito de voltar às ruas por alguns dias.


Propostas de Mudança


Para enfrentar esse problema, o deputado federal Delegado Palumbo defende mudanças mais duras na legislação. Entre as propostas estão o fim ou a forte restrição da saída temporária, critérios mais rígidos para concessão de benefícios e regras mais severas para presos condenados por crimes violentos. A ideia é simples: colocar a segurança da população em primeiro lugar.


A Prioridade da Segurança


No fim das contas, a prioridade precisa ser clara. Segurança pública não pode ignorar quem sofreu a violência. O Estado precisa proteger o cidadão do bem. Benefício tem que ser para quem sofreu as consequências do crime, não para quem o cometeu. O crime não pode compensar.


Conclusão


A luta por uma segurança pública efetiva é constante. Precisamos de um sistema que priorize a proteção das vítimas e não a liberdade de quem cometeu crimes. A mudança é necessária e urgente. Acompanhe meu trabalho e os projetos que defendem quem realmente precisa: www.delegadopalumbo.com.br


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